
A
qualidade de vida dos funcionários é vista como fator importante para a produtividade na
empresa. Conforme Tereza Xavier, diretora de operações e qualidade da CS Consultoria em
Projetos de Qualidade de Vida de São Paulo, as doenças ocupacionais, derivadas pelo
trabalho ou pelas condições do ambiente em que é executado, podem ser evitadas com a
prática da ginástica laboral.
Para o educador físico Márcio José Dal' Agnol, a prática pode ser
definida como um programa de qualidade de vida e de promoção da saúde do trabalhador,
desenvolvido durante a jornada diária. Sua composição pode ser de atividades de
alongamento, aquecimento, relaxamento, recreação e palestras.
Por meio dela, podem ser evitadas patologias como dores na coluna. Com a
evolução da doença, as dores tornam-se mais freqüentes e fortes com perda de força
muscular. Elas podem chegar a uma fase em que o músculo ficará atrofiado, impedindo até
que os trabalhadores segurem objetos leves, como uma caneta.
A ginástica laboral possui exercícios específicos de alongamento,
fortalecimento muscular, coordenação motora e relaxamento. Tereza conta que o objetivo
é a melhora na vida do trabalhador, ao diminuir tensões e reequilibrar a postura física
e emocional. Combate a fadiga, e diminui os riscos de desenvolver o distúrbio
osteomolecular relacionado ao trabalho (DORT).
Márcio conta que ela deve ser adaptada para cada ambiente. Para a obtenção
de melhores resultados a ginástica deve focar os pontos de cada lugar da empresa. Então,
é necessário realizar um levantamento desses locais, das atividades desenvolvidas pelos
funcionários, das queixas de dores e desconforto musculares, estilo de vida e
flexibilidade articular. Ao levar em conta, ele acredita que as seleções de atividades
não comprometem de forma física, funcional e psíquica o
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desenvolvimento do
trabalho dos colaboradores.
A realização deve ocorrer respeitando o limite de cada trabalhador, sempre
com enfoque maior na região que mais é utilizada na rotina. No caso de digitadores é
indicado alongar a musculatura menos usada, principalmente dos membros superiores e
pescoço. Pelo fato de também trabalharem sentados por um longo período, é interessante
realizar exercícios de pé, podendo assim alongar a musculatura das pernas e da coluna.
O estilo da prática pode ser variado, utilizando-se de criatividade e de
materiais diversos como bolinhas para massagem, papel de seda, bexigas e músicas
diferenciadas. Isso, mantendo os alongamentos com duração de 20 a 30 segundos e
complementando nas aulas dinâmicas.
O educador acredita que os exercícios devem ser de fácil compreensão e de
grande eficácia. A forma espontânea, com a motivação do instrutor e da chefia do
setor, demonstra a preocupação com a qualidade de vida do colaborador.
A freqüência semanal da ginástica laboral depende da rotina de cada
empresa e do perfil de atividade dos funcionários. Porém Tereza indica a sua
realização durante 15 minutos e três vezes por semana: antes, durante e após a jornada
de trabalho.
Para ministrar as atividades, há um aumento dos profissionais que atuam na
área de fisioterapia no trabalho, mas os educadores físicos também possuem esse foco.
A profissional constata que com investimento na saúde dos funcionários a
empresa ganha em aumento de produtividade, redução dos gastos com afastamento do
pessoal, diminuição dos acidentes de trabalho e da rotatividade no quadro de empregados
da empresa. Isso, além de manter o profissional mais concentrado e atencioso.
Márcio também coloca que ao melhorar a qualidade de vida, os trabalhadores
se sentirão mais aptos a desenvolver as atividades cotidianas. Isso diminui o estresse
ocupacional, as queixas de dores, as visitas ao ambulatório, as faltas e acidentes. O
processo acarreta em maiores produções dos colaboradores que estão inseridos no
programa, finaliza.
Mais:
Clínica Bem Viver: 3028.524
Tereza Xavier: terezaxavier@csqv.com.br |
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